domingo, 24 de julho de 2011

UM RESUMO

Cresci morando com minha tia-mãe, quando tinha oito anos meu pai se casou novamente, continuamos todos morando perto.
Tive uma adolescência normal, aos 16 anos comecei a trabalhar, então estudava à noite. Por volta dos 18 anos fui a primeira vez ao ginecologista, contei todo o histórico e a médica ficou preocupada e pediu para que todo ano eu fizesse exame de papanicolau, o que sempre foi feito.
Aos 25 anos conheci o meu marido, nessa época tive uma depressão fortíssima e com a ajuda dos familiares, amigos, remédios e terapia consegui vencer.
Não me recordo o ano direito, mas acho que foi em 2000, que meu tio, irmão da minha mãe biológica que morava na mesma cidade descobriu que estava com câncer. Foi mais ou menos assim: ele era careca e apareceu tipo de uma espinha na cabeça ele foi e mexeu, de repente virou uma ferida foi então ao dermatologista que encaminhou ele com urgência para o Hospital das Clínicas (HC), teve que fazer uma cirurgia em que tirou uma pedaço da pele da cabeça e tirou da coxa para colocar na cabeça, os médicos falaram que tiraram muitos nódulos, ele teve que fazer quimioterapia e depois radioterapia. Quase que nesse mesmo tempo uma outra tia, que mora na capital, também descobriu um câncer nos ovários, e teve que retirar todo o aparelho reprodutor e também teria que fazer quimio, mas ela acabou não conseguindo, pois passava muito mal. Por não ter feito a quimio, logo apareceu um tumor na mama, teve que fazer radio e deu tudo certo.
Com esse meu tio era a primeira vez que via perto de mim como era difícil os tratamentos e como "judiava" das pessoas esses tratamentos. Infelizmente e mesmo com todos os tratamentos meu tio não aguentou e veio a falecer, acho que após um ano do diagnóstico.
No ano de 2004 casei, e eu e meu marido decidimos esperar um pouco para "estabilizar" para depois ter filhos. Por volta de um ano antes foi descoberto um tumor em minha sogra, mais uma vez estava vendo tudo acontecer perto de mim. Operação, quimio, com todos os sintomas: queda de cabelo, vômitos, baixa resistência, diarréias. Em 2007 ela faleceu.
Nesse estávamos, eu e meu marido, reformando a nossa casa para termos filhos assim que acabasse a reforma.
Nesse mesmo ano tive problemas com tireóide, fui a uma endocrinologista que pediu um ultrassom da tireóide. Fui sozinha fazer, estou lá na maca deitada fazendo o exame, a médica que estava fazendo o ultrassom começa a ditar para a moça digitas, Nódulo tal, medindo tanto, outro nódulo, mais um nódulo, e eu lá deitada comecei a pensar, pronto estou com tumor na tireóide. A médica percebendo meu nervoso, falou que era normal, que ela não tinha visto nada para eu me preocupar, saí um pouco mais tranquila. Foi pedido então uma pulsão de alguns nódulos, mas GRAÇAS A DEUS não deu nada.
Com isso eu e meu marido, já tinha acabado a reforma da casa, decidimos que era hora de ter filhos. Fui fazer todos os exames para ver se estava tudo bem. Tudo Ok, começamos a tentar, com seis meses nada, fui na ginecologista e ela deu um indutor para ovular, mais seis meses nada. Então eu e meu marido fizemos alguns exames mais complexos, e nada tudo normal, então ela deu a ideia de tentarmos fertilização, e falou para que pedíssemos encaminhamento para o HC. E foi o que fizemos.

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